N.S. do Rosário dos Homens Pretos da Pretos: o papel das irmandades negras
Nesta nova edição de Encontros Culturais, os diretores do SinproSP, Ailton Fernandes e Mayara Gregoracci, entrevistam Vanessa Neri Rodrigues, historiadora e mestre em Letras pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Juntos, revisitam a trajetória histórica da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha, discutem sincretismo religioso, resistência ao racismo e à escravidão, e como a Igreja atua na preservação da identidade negra e da memória ancestral na Penha, zona leste de São Paulo, um dos bairros mais antigos e tradicionais da cidade.
A Igreja foi erguida no início do século XIX, fundada por uma irmandade de pessoas escravizadas e libertas que buscavam um espaço próprio de devoção e solidariedade no bairro. Construída em taipa de pilão com recursos comunitários e trabalho braçal dos próprios fiéis, o templo tornou-se um importante ponto de apoio social e de preservação da fé para a população negra da zona leste paulistana.
Ao longo das décadas, o local firmou-se como um dos principais símbolos da resistência cultural e religiosa afro-brasileira na cidade, abrigando celebrações tradicionais como a Festa do Rosário, com congadas e mocambos. Tombada pelo patrimônio histórico estadual e municipal, a pequena igreja encravada no Largo do Rosário permanece até hoje como um marco vivo de memória, ancestralidade e luta pela preservação das tradições negras.
O programa completo está disponível aqui canal do SinproSP no Youtube.