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Reforma trabalhista desafia a próxima Campanha Salarial

Atualizada em 10/08/2017 00:16

A data base dos professores é 1º de Março. A Campanha Salarial é o momento em que são negociados o reajuste de salários e os direitos da Convenção Coletiva.

Em São Paulo, a Campanha Salarial é unificada no Estado e reúne 27 sindicatos sob a coordenação Federação dos Professores (Fepesp). O SinproSP é um dos sindicatos (e o maior deles).

Em março de 2018, a nossa campanha salarial será feita à sombra da reforma trabalhista (Lei 13.467), sancionada em julho e que entrará em vigor a partir de novembro.

O problema será um pouco menor no ensino superior, já que a maior parte da Convenção Coletiva valerá até fevereiro de 2019. No ano que vem, serão discutidos apenas quatro pontos: reajuste, piso salarial, assistência médica e bolsa de estudo.

O desafio dos professores da educação básica

O grande teste será mesmo na educação básica, quando todas as 64 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho terão que ser renovadas. Entre elas, reajuste, piso salarial, participação nos lucros, garantia semestral de salários, recesso, bolsa de estudo, férias coletivas, cesta básica, estabilidade a 24 meses da aposentadoria.

A reforma trabalhista facilita a negociação nas empresas e permite a redução de direitos por meio de acordos. Essa nova conjuntura trará maior dificuldade nas negociações coletivas.

Sem os direitos da Convenção de Trabalho, as negociações por empresas terão um custo muito alto para os trabalhadores. Alguém duvida ?

Por isso, a prioridade absoluta da próxima Campanha Salarial será a defesa da Convenção Coletiva de Trabalho, com a renovação de todas as cláusulas. E como o nome sugere, essa tem que ser uma luta coletiva, de categoria, travada no Sindicato e não na negociação interna por escola.