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Senadoras ocupam plenário e votação da reforma trabalhista é suspensa

Atualizada em 11/07/2017 17:50

As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) abriram a sessão no plenário do Senado, do dia 11/07, e ocuparam a mesa diretora do Senado para impedir o rolo compressor na votação da reforma trabalhista.

Irritado, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, suspendeu a sessão, mandou apagar as luzes e cortar a transmissão ao vivo pela TV Senado.

Como a TV Senado foi impedida de transmitir e a Agência Senado dava poucas informações, a única fonte possível foi o ‘live’ na página do Facebook “PT no Senado”.

O plenário ficou às escuras por mais de quatro horas (as luzes só foram religadas depois das 17h). Passadas mais de seis horas, a ocupação continuam e as senadoras dispõem-se a sair desde que haja acordo para modificação no texto, de maneira que o projeto volte para a Câmara dos Deputados.Um dos pontos a ser modificado pode ser o trabalho de gestantes em locais insalubres.

Veto de quem?

O governo quer aprovar a qualquer custo a reforma trabalhista, sem qualquer discussão em plenário. No dia 06/07, o senador Romero Jucá emitiu parecer, pedindo a rejeição em bloco das 178 emendas apresentadas, que poderiam alterar o conteúdo do projeto de lei e fazê-lo retornar para nova votação na Câmara dos Deputados.

Para convencer a própria base governista a aprovar o PLC 38, o governo comprometeu-se a vetar cinco pontos e regulamentá-los depois, por medida provisória.

A saída por si só, já é estranha. Afinal, se esses pontos são tão ruins, porque devem ser aprovados e depois vetados? Além disso, o governo Temer pode estar com os dias contados. Quem, então, se comprometeria com os vetos e o ajuste posterior?