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Sinpro quer cancelamento das demissões na FMU e suspensão da mudança curricular

Atualizada em 28/06/2017 13:22

As mudanças que as Faculdades Metropolitanas Unidas pretendem fazer para o segundo semestre são bem piores do que foi denunciado a partir de informações de professores. Essa foi a conclusão do SinproSP, depois de ouvir representantes da FMU. Eles compareceram à reunião no dia 28/06, convocada pelo Sindicato.

Os representantes patronais admitiram a demissão de 220 professores e a decisão de promover uma restruturação na grade curricular, que vai cortar 25% das aulas , passando de 4 para 3 aulas diárias de 50 minutos.


Consequências

Parte das aulas suprimidas será substituída por atividades a distância. O que a FMU pretende é reduzir a carga horária dos cursos à quantidade mínima de horas exigidas pelo MEC e usar 20% dessas horas – da carga já reduzida – em atividade a distância. Isso resultará num enxugamento da folha de salários em 25%!

A mudança atinge os cursos das áreas de Saúde, Direito, Negócios e Educação (este último, apenas os ingressantes seriam afetados).

As consequências para os professores são muito graves. Parte será demitida e quem permanecer, terá a carga horária e consequentemente, o salário, reduzido em 25%, sem que isso resulte em diminuição no trabalho.


SinproSP defende cancelamento das demissões

Os diretores do SinproSP, Fábio Zambon e Celso Napolitano, consideraram a decisão inaceitável. Eles pediram o cancelamento das demissões e a suspensão da restruturação curricular.

Os dirigentes sindicais defenderam que a mudança na grade deva ser precedida por uma ampla discussão com os professores e também os alunos.

“Não se faz uma mudanças dessas sem nenhuma discussão. Os professores ficaram sabendo por boatos que começaram a circular na semana passada”, afirmou Napolitano. “A restruturação tem objetivo puramente econômico, com grave consequência para a qualidade de ensino”, completou.

O SinproSP quer uma solução negociada, mas vai tomar todas as medidas cabíveis para que as demissões sejam canceladas e a reforma curricular, adiada.

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