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Sesi e Senai querem reduzir direitos dos professores

Atualizada em 13/02/2017 22:46

Garantia semestral de salários, complementação do auxílio-doença, estabilidade na pré-aposentadoria, são direitos assegurados nos Acordos Coletivos, fruto de muita luta da categoria organizada pela ação sindical.

Na segunda rodada de negociação, dia 09/02, uma coisa ficou clara: os patrões querem mudar a redação de algumas cláusulas para restringir o acesso ao direito por grande parte dos professores.

E a parcela excluída é aquela que leciona há menos tempo no Sesi ou Senai. Isso barateia o custo do trabalho e estimula a demissão dos mais antigos.

Veja o que foi proposto

Garantia Semestral de Salários – apenas os professores com três anos ou mais teriam direito à semestralidade (hoje, é preciso um ano).

Plano de saúde – para os novos professores, o direito estaria limitado a um número mínimo de aulas.

Complementação do auxílio-doença – o acordo coletivo deixaria de fixar as regras de complementação do auxílio-doença para quem aderiu ao Indusprev. Atualmente, o professor tem assegurado o benefício por até 18 meses.

Complementação do auxílio-doença - para quem aderiu ao Indusprev, as regras da complementação do auxílio-doença não seriam mais definidas no acordo coletivo. Atualmente, esses professores têm complementação salarial por até 18 meses.

Estabilidade na pré-aposentadoria – os professores precisariam lecionar no Sesi ou Senai há pelo menos DEZ anos (hoje são três) para ter direito à estabilidade nos 24 meses que antecedem a aposentadoria. Quem tivesse menos tempo de serviço, seria obrigado a avisar o DRH de sua estabilidade antes de ser demitido.

Indenização para quem mais de 50 anos – para ter direito aos quinze dias adicionais na demissão sem justa causa indenização, o professor precisaria ter pelo menos cinco anos de Sesi ou Senai (hoje, é exigido apenas um ano).

Os patrões também recusaram duas reivindicações importantes: a colocação de computadores nas salas de aula, com conexão de boa qualidade à internet e abono de falta durante o turno de trabalho para acompanhamento de filho ao médico.

Todas essas cláusulas são conquistas da categoria organizada pela ação sindical. Sua manutenção também vai depender de nossa força. Por isso, os professores e técnicos de ensino do Sesi e Senai estão convocados para assembleia com falta abonada no dia 22/02, 4a feira, às 9h, no SinproSP.

No mesmo dia, haverá assembleias do Sesi e Senai em todos os sindicatos que integram a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). Quanto mais professores reunidos, maior a força da categoria!


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