Campanha salarial

Começam as negociações salariais no ensino superior

Atualizada em 17/01/2017 15:51

Uma reunião realizada na segunda-feira, 16, marcou o início das negociações salariais no ensino superior para 2017.

De um lado, a comissão que representa professores e trabalhadores não docentes, da qual o SinproSP participa, junto com a Federação dos Professores (Fepesp) e outros sindicatos do estado. De outro, a comissão do Semesp, sindicato dos mantenedores do ensino superior privado.

Nesta primeira rodada, foram discutidas as regras para as negociações. Os representantes dos trabalhadores defenderam a manutenção das cláusulas sociais existentes na atual convenção coletiva até a assinatura de nova convenção. Querem também o reconhecimento formal da data base, 1º de março.

Foi fixado um calendário de reuniões para os próximos três meses, até março. A próxima rodada será realizada na sede da Fepesp, dia 30/01. A partir daí, as reuniões serão semanais, alternadamente nas sedes do Semesp e da Fepesp.

Reivindicações

Os principais eixos de luta dos professores de ensino superior são reajuste salarial e manutenção dos direitos coletivos para os próximos dois anos; piso salarial e regulamentação do ensino a distância.

As reivindicações foram unificadas a partir das assembleias realizadas em novembro, em 25 sindicatos de todo o estado. A categoria optou por uma pauta enxuta, priorizando a assinatura da convenção coletiva por dois anos, com reajuste e direitos assegurados em 2017 e 2018. A pauta foi entregue ao Semesp, em 16/12. (veja mais detalhes).

Quanto aos patrões, a comissão do Semesp se comprometeu a encaminhar suas demandas até o dia 26/01, antes, portanto, da rodada de negociação marcada para o dia 30.

Como a campanha salarial está organizada

A campanha salarial é unificada no estado de São Paulo e coordenada pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo, entidade que reúne o SinproSP e outras 24 sindicatos.

Em 2017, a campanha salarial está limitada às negociações no ensino superior privado e no Sesi e Senai. Na educação básica, a convenção coletiva foi assinada por dois anos. Com isso, o reajuste em março de 2017 já está definido e os direitos coletivos foram assegurados até fevereiro de 2018.

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