![]() |
|||
MEU CADASTRO | FALE COM A GENTE | NOSSO SITE | ANO XVII - nº 1072 - 28.03.2025 |

Professoras e professores, em assembleia histórica na última quinta, dia 27, se reuniram por quase três horas para analisar a resposta do Sesi frente às reivindicações da categoria e organizar o início da greve, que acontece na segunda-feira, 31 de março. "Todas as manifestações foram no sentido de apoiar a deliberação de greve que havia sido tomada na assembleia do dia 22", relata Celso Napolitano, presidente da Fepesp e do SinproSP. Um quarto da categoria estava presente na plataforma remota (são por volta de 4 mil professores do Sesi em todo o estado). Aqueles que não conseguiram entrar por conta da lotação limite da sala do Zoom, acompanharam a discussão em grupos de Whatsapp com colegas. "Este problema técnico foi uma surpresa, por conta do cálculo de pessoas previstas ter se baseado na quantidade de docentes presentes nas assembleias anteriores. Desta vez, a participação extrapolou as expectativas", conta Napolitano. Os docentes também usaram o espaço para dialogar com os colegas de todo o estado e expressar descontentamento com a desvalorização profissional e a sobrecarga de trabalho. "Houve muitas reclamações sobre o fato de o Sesi desprezar que os professores estão sempre na linha de frente da manutenção da qualidade de ensino, garantindo que a instituição cumpra suas promessas pedagógicas às custas do esforço deles", reforça Napolitano. Cumprindo o rito da Lei de Greve, o Sesi foi comunicado formalmente pela Fepesp e sindicatos integrantes, no dia 24, sobre a paralisação e convocado para negociar as reivindicações deliberadas pela assembleia em reunião na quarta, 26. Porém, não atendeu às reivindicações dos professores, principalmente no que se referem às questões econômicas. "A Lei de Greve garante que não deve haver punição, e a Fepesp, junto de seus sindicatos integrantes, cumpriu cada etapa deste rito, exatamente para manter a validade e a segurança jurídica da luta coletiva da categoria", explica Celso Napolitano. Ao aderir à greve, os professores não devem realizar registro de ponto nem precisam comparecer à unidade do Sesi na qual ministram aulas. Além disso, podem se reunir com colegas na sede do Sindicato, Rua Borges Lagoa, 208 - Vila Clementino (próximo ao metrô Santa Cruz), para organizar atividades de mobilização. "É preciso lembrar a todos que qualquer represália ou atividade antissindical por parte da diretoria do Sesi deve ser denunciada ao Sindicato, e que os docentes devem estar atentos a tentativas de desinformação, com comunicações sem contexto sobre as conquistas da categoria e o rito de greve", aponta Napolitano. Comissões de esclarecimento com diretores do SinproSP, carros de som e panfletagem serão feitos a partir do dia 31 de março, logo pela manhã. O Sindicato está à disposição para dúvidas, sugestões, denúncias e envio de material da campanha pelo e-mail: sesi@sinprosp.org.br |

Professoras e professores do Ensino Superior recusaram a contraproposta patronal na assembleia do dia 27 de março, quinta-feira. O documento, que incluía também as "reivindicações" das instituições de ensino, foi resultado da última rodada de negociações, que teve sua última reunião na quarta, dia 26. Com presença significativa de professores, o clima da reunião foi marcado pela indignação dos docentes "dado o grau de perversidade e de truculência embutidos nas decisões das instituições que compõem a comissão de negociação, em especial aqueles grupos mercantis que só visam o lucro", conta Celso Napolitano, presidente do SinproSP e da Fepesp. "Só a comissão de negociação das mantenedoras tinha mais de 20 representantes, nós tivemos que estabelecer, no início das negociações, um regramento para que fosse definido apenas um porta-voz", relata Napolitano. "Depois disso, começaram as maldades: em síntese, a nossa Convenção Coletiva está gravemente ameaçada por conta da proposta de deteriorar cláusulas que são verdadeiras conquistas pela luta dos professores nos últimos 25 anos". Vale lembrar que esta Convenção já sofreu ataques em 2021 e 2022, o que obrigou o Sindicato a recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho e instaurar o Dissídio Coletivo com o risco, inclusive, de perda da Convenção como um todo. "À época, professoras e professores se mostraram valentes, decididos na manutenção da Convenção. Agora, é preciso que demonstremos a mesma disposição de luta, porque o ataque deste ano é avassalador", reforça Napolitano. Mantenedoras do Ensino Superior querem tirar cláusula de hora-atividade "Estão anunciando que farão, se não neste ano, no ano que vem com certeza. Por quê? Pasmem: dizem que todo o trabalho do professor, como planejamento de aula, elaboração de provas, exercícios e correção, hoje está sendo feito pelas ferramentas de inteligência artificial. Estes mantenedores consideram que o trabalho acadêmico do professor será substituído pela IA, e que o professor será contratado simplesmente para ‘dar aula’, para ‘despejar’ o conteúdo", denuncia Celso Napolitano. Para o presidente do Sinpro, que teve sua indignação compartilhada pelos docentes presentes, as mantenedoras querem submeter a categoria à desmoralização, além de sucatear a qualidade de ensino que é oferecida aos alunos. "O pior: representantes de escolas de instituições tradicionais não abrem a boca. Aliás, pela forma como não reagem, devem concordar com este tipo de avaliação". Uma nova rodada de negociações está agendada para a próxima quarta-feira, 02 de abril. Celso reforça que, apesar do que parece ser uma perseguição aos professores do ensino superior, a categoria se mantém firme e unida pela manutenção dos seus direitos e conquistas. |

Na última terça, 25, aconteceu mais uma rodada de negociação com a representação patronal da Educação Básica. "A Convenção Coletiva de Trabalho está praticamente mantida. Ocorre que ainda discutimos questões financeiras e a possibilidade de avanço em algumas cláusulas e condições", explica Celso Napolitano. A principal dificuldade, novamente, é com a cláusula 63, conhecida como a das "Atividades Adaptadas". A representação patronal também informou que já está marcada a assembleia das instituições de ensino para o dia 04 de abril, e que nesta será deliberada a sua "contraproposta final". Fiquem atentos e atentas às convocações do sindicato. Nova assembleia deliberativa dos professores da Educação Básica deve ser convocada para a semana do dia 07 de abril. |

"Sem a Cláusula 63 não há acordo", afirma Celso Napolitano, presidente do SinproSP. Coordenador do comitê de negociação da Educação Básica, ele é um dos representantes das reivindicações dos professores durante a Campanha Salarial 2025. "A cláusula das ‘atividades adaptadas’ foi a mais atacada pelo patronal e por isso eles pedem a retirada. Isso só reforça nossa reivindicação inicial e a necessidade de manutenção dela. Foi comprovado que havia uma sobrecarga de trabalho e de demandas relacionadas a essas atividades". O nome técnico da Cláusula 63 é "Adicional pela elaboração de atividade avaliativa substitutiva ou adaptada e orientação de trabalho acadêmico", mas ficou conhecida pela sua forma resumida ao representar, principalmente, demandas de trabalho que surgiram nos últimos anos relacionadas à inclusão dos alunos com singularidades. "É imperativo que haja a inclusão de todos os alunos, mas isso deve ser feito de forma adequada, não apenas mantendo a qualidade de ensino como também preservando as condições de trabalho do professor. Afinal, é ele quem recebe no seu colo toda a responsabilidade sobre esses alunos", reforça Napolitano. Leia aqui o artigo completo sobre o tema disponível em nosso site. |

Na última segunda-feira, 24 de março, o Sindicato dos Professores de São Paulo e uma professora da educação básica tiveram motivos para comemorar: foi revertida a demissão por justa causa aplicada a ela, injustamente, por um colégio da zona sul. Tudo começou quando a professora, com problemas de saúde nos joelhos e ombros e afastada pelo INSS, ainda em período de licença, foi demitida por justa causa sob alegação de "reiteradas inconsistências de informação prestadas à instituição". Passado o choque inicial, ela procurou o sindicato para saber o que poderia ser feito. Um diretor foi até o colégio conversar e explicar que a demissão era inconcebível, ainda que não fosse por justa causa, pela mesma se encontrar em período de estabilidade. Diante da recusa do colégio em cancelar a demissão, o departamento jurídico do SinproSP ingressou com ação trabalhista na Justiça, comprovando que durante a demissão ocorrida em 01 de março de 2024 a professora estava em período de estabilidade até 14 de maio de 2024 - confirmado por documentos do INSS. Agora com a causa ganha, o colégio tem 10 dias para readmitir a professora. Ela deve receber os atrasados e a assistência médica que foi cancelada com a demissão, impossibilitando que a cirurgia fosse realizada. É importante ressaltar aqui que durante um ano ela ficou sem salário, não teve direito ao FGTS, seguro-desemprego, férias, 13° salário, aviso prévio, nenhum dos direitos que a CLT garante aos que são demitidos sem justa causa. Professor, professora, busque seus direitos sempre. Nosso departamento jurídico é extremamente competente e está disponível para atendimentos em nossa sede de 2ª a 6ª, das 9h às 17h. Para abrir processos, é preciso marcar horário pelo telefone 5080.5988, ramal 210. Se você precisa de um advogado para esclarecer dúvida trabalhista, o SinproSP dispõe de atendimento eletrônico. Para consultar advogados parceiros do Sindicato que atendem também não sindicalizados e atuam em outras causas, além das trabalhistas (no caso dos sindicalizados), acesse o link clicando aqui. |

Participe do feriado de Páscoa na Colônia de Férias do SinproSP. Os pacotes são para o final de semana do feriado, de 18 a 21 de abril. As vagas são exclusivas para sindicalizadas e sindicalizados, além dos contribuintes (aqueles que não se opuseram à contribuição assistencial ao Sindicato), com preços diferenciados. A entrada é a partir do dia 17/04, entre 14h e 21h; com saída até o dia 21/04, 14h. Cancelamentos até dia 11/04. Os interessados deverão clicar abaixo para realizar sua inscrição. São ao todo 21 reservas, já que a colônia tem 21 apartamentos disponíveis. Elas se darão por ordem de chegada - assim, estarão contempladas e contemplados os vinte e um primeiros inscritos. As demais solicitações farão parte da lista de espera - e serão chamadas de acordo com a disponibilidade. Há opção de quarto térreo para pessoa com deficiência ou dificuldade de locomoção. Neste caso, a preferência de reserva é também por ordem de inscrição. Veja os períodos e valores do pacote: PERÍODO - SÓCIO, SÓCIO APOSENTADO E DESVINCULADO (há menos de 12 meses) ![]() PERÍODO - CONTRIBUINTE ASSISTENCIAL ![]() Todos os pacotes têm datas preestabelecidas, sem possibilidade de alteração ou escolha de datas "quebradas". OBS.: A COLÔNIA NÃO PROVIDENCIA COBERTORES, TOALHAS DE BANHO, ROUPA DE CAMA OU FRONHA. O pagamento pode ser feito das seguintes formas: • boleto bancário, com vencimento
para 08/04/2025 (que será enviado por e-mail em até 48h após a reserva). Informações adicionais: • A Colônia está localizada na
Praia Grande, em Vila Caiçara, e dispõe de vinte apartamentos para 4 ou 6 pessoas (sujeito a
confirmação e disponibilidade), piscinas (adulto e infantil), quadra poliesportiva e ótima
infraestrutura. Não é permitida a entrada de animais. |

A diretoria do SinproSP estará formalmente representada no Ato de Lançamento da Frente Popular em Defesa da Escola Pública marcado para este sábado, 29, às 15 horas, na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. A iniciativa é uma resposta de educadores, coletivos, sindicatos, organizações e representantes da sociedade civil frente aos severos ataques, ações de desmonte e de destruição das escolas estaduais e municipais promovidas nas gestões do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. Venha somar com a gente! |

Pichação em parede de banheiro do campus Monte Alegre da PUC-SP, em meados de fevereiro, com frases que discriminam árabes e seus descendentes, foi um dos motivos que levaram a Associação de Professores da PUC-SP (APROPUC) e a Associação de Funcionários da PUC-SP (AFAPUC) a emitirem nota de repúdio no jornal semanal PUC Viva (edição 1263, de 21/3/2025). O documento sustenta que o ambiente acadêmico deve ser lugar de respeito, de diálogo e de zelo pela equidade e justiça social, e conclama toda a comunidade puquiana a se unir no combate às discriminações. Conheça aqui a íntegra da nota (box p. 5). |

Neste domingo, 30 de março, às 18h, no Centro Cultural São Paulo, haverá a exibição de "Paris Adormecida", uma joia do filme mudo francês dirigida por René Clair. Com uma das poucas cópias em película 16mm preservadas no mundo, convidamos você a contemplar essa obra-prima em seu formato original. Essa experiência única que promete ser um verdadeiro acontecimento cinematográfico terá apresentação pelo crítico, pesquisador e professor Donny Correia. Com uma montagem experimental e uma estética impecável, René Clair transforma Paris em um cenário mágico e enigmático. Misturando comédia e fantasia, o filme é uma obra visionária que antecipou movimentos como o surrealismo e o cinema moderno. Centro Cultural São Paulo (CCSP) - Sala Paulo
Emílio |


Caso não deseje mais receber nosso boletim via e-mail, clique aqui para cancelar sua inscrição.