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41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog acontece nesta quinta, 24 de outubro

Atualizada em 21/10/2019 16:50

Nesta quinta feira, 24 de outubro, a 41ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos realiza uma “Roda de Conversa” a partir das 14h com os vencedores do prêmio, antecedendo a premiação que terá início às 20h no Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024, perdizes). Este ano foram 692 produções inscritas em seis categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Produção jornalística em texto, Produção jornalística em vídeo, Produção jornalística em áudio e Produção jornalística em multimídia.

Desde 2009, foi criada uma categoria especial para homenagear jornalistas e/ou personalidades que tenham prestado serviços relevantes às causas da Democracia, Paz e Justiça. Nesta edição os homenageados são: Patrícia Campos Mello, repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo, por reportagem que denunciou crimes eleitorais na candidatura de Jair Bolsonaro à presidência; Glenn Greenwald, advogado e jornalista, um dos fundadores do The Intercept Brasil – site responsável pela série de reportagens intitulada Vaza Jato e Hermínio Sacchetta (in memoriam) jornalista que começou a carreira em 1928 passando pelas redações dos jornais do Grupo Folha, Correio Paulistano, foi editor do jornal A Classe Operária, militante político e preso durante o regime ditatorial do Estado Novo.

Na atual conjuntura política, econômica e social é mais do que importante reconhecer, homenagear e premiar os profissionais que por meio de seu trabalho valorizam os Direitos Humanos e a democracia, estimulando a luta pela liberdade de expressão e o direito à informação no país.

O 41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é promovido e organizado por uma comissão constituída pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional; Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo, coletivo Periferia em Movimento, Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio e Instituto Vladimir Herzog.

Sobre a Premiação

Em 1978 durante o Congresso Brasileiro de Anistia, em Belo Horizonte, foi aprovada a criação de um prêmio de imprensa cujo objetivo era estimular jornalistas e cartunistas a tratarem do tema da Anistia e dos Direitos Humanos.

A premiação recebeu o nome de Vladimir Herzog, numa homenagem ao jornalista preso pela ditadura civil-militar, torturado e morto em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOICodi, em São Paulo, por sugestão de Perseu Abramo, que era na época diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, e teve sua primeira edição em outubro de 1979.

Durante seus mais de 40 anos o prêmio tem papel importante nas lutas da sociedade: desde a Anistia, mobilização pelas eleições diretas, denúncias dos crimes da Operação Condor, o processo de abertura política, liberdade de expressão, Direitos Humanos.

 

Roda de Conversa com os Ganhadores: 24 de outubro, quinta-feira, das 14h às 18h

Solenidade de premiação: 20h
Local: TUCARENA – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo