21/01/2019 13h42

Escola Sem Partido: uma discussão necessária na semana do planejamento


Em muitas escolas, a próxima semana será destinada ao planejamento. Com mais ou menos dias de duração, é neste período que professores e coordenação se reencontram, propõem novos eixos de discussão, resgatam e atualizam projetos e criam outros tantos (no ensino médio, já sob a ameaça das bases curriculares, cujo texto foi assinado no apagar das luzes de 2018). Este ano, é possível que um novo tema seja incorporado ao debate: o impacto do movimento Escola Sem Partido (ESP) sobre o trabalho docente, o conteúdo curricular e a vida na escola.

Mesmo sem se tornar lei, o ESP ganhou alcance e produziu estrago, criando um clima propício à censura, ao denuncismo e à intervenção indevida sobre o trabalho pedagógico. O movimento procura tirar da Educação Escolar aquilo que ela tem de próprio, de singular.

A Educação produzida na Escola é um trabalho exercido por profissionais que tem como finalidade a aproximação dos alunos com o mundo da Ciência e a expansão dos limites de convívio social, oferecendo a eles outras possibilidades e novas maneiras de olhar o mundo e se relacionar com ele. Ao tentar cercear as discussões e estabelecer o que é permitido ser ensinado, ou não, o movimento ataca professores, mas afeta de forma irreversível a Educação.

Por isso, é preciso discutir o Escola Sem Partido e definir estratégias para impedir qualquer tipo de censura ou intimidação. É uma luta que envolve não apenas os professores, mas coordenadores e diretores, pais de alunos, estudantes, editoras de conteúdo didático. Quem ganha é a Educação.

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