26/07/2018 16h45

CGU persegue professores por lançamento de livro


Os professores Gilberto Maringoni, Giorgio Romano e Valter Pomar, docentes do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, estão sendo submetidos a um processo investigativo a pedido da Controladoria Geral da União por terem promovido, na UFABC, o lançamento do livro ’A Verdade Vencerá’, de Luiz Inácio da Silvia, publicado pela Boitempo. O livro foi publicado em forma de entrevista que Lula concedeu ao próprio Maringoni, à jornalista Maria Inês Nassif e à editora Ivana Jinkings.

Foi enviado aos professores um patético questionário com perguntas como: "no evento, houve apologia ao crime?", "houve manifestações de desapreço e contra o presidente Temer e integrantes do Poder Juciário -MP?" e "quais os objetivos da organização do evento"?

É inaceitável esse tipo de perseguição e censura, ainda mais numa universidade.

A Federação dos Professores de São Paulo, representando os 25 sindicatos que a integram divulgou nota de solidariedade aos professores. Leia a seguir:

PERSEGUIÇÃO NA UFABC: ‘A VERDADE VENCERÁ’

Nota de solidariedade da Fepesp e sindicatos integrantes a professores investigados por lançamento de livro, contra a perseguição a idéias, pela autonomia universitária e na defesa das liberdades democráticas


A Federação dos Professores do Estado de São Paulo, em nome dos seus 25 sindicatos integrantes, vem a público manifestar sua solidariedade aos professores Giorgio Romano, Valter Pomar e Gilberto Maringoni, da Universidade Federal do ABC. Os três estão sofrendo um processo investigativo por parte da CGU (Controladoria Geral da União), por terem promovido o lançamento de um simples livro no ambiente da universidade: o livro autobiográfico "A verdade vencerá", do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O caso se origina com uma denúncia anônima e beira o absurdo. Diante do clima persecutório e punitivista promovido por um ativismo judicial sem freios, qualquer um pode ser acusado de qualquer coisa. No caso da universidade, há uma ameaça ao livre pensamento, ao direito de reunião e à autonomia das instituições. Os inquiridores querem saber se houve, no evento, manifestações de "apreço" ao ex-presidente e de "desapreço" ao governo atual, em um indicativo de se criminalizarem manifestações de opinião que ainda são garantidas constitucionalmente pela Carta de 1988.

Em um momento de ameaça à democracia e ao Estado de direito, é vital que as entidades da sociedade se levantem na defesa das liberdades democráticas tão duramente conquistadas em nosso país. O clima de medo e desconfiança não pode contaminar a sociedade brasileira.


FEPESP, 25 de Julho de 2018.

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