03/04/2018 15h16

Ensino superior: planos de saúde estão prorrogados até 1º de maio


A cláusula que garante a concessão de plano de saúde a todos os professores do ensino superior privado de SP está prorrogada até 1º de maio, pelo menos. A decisão foi aprovada em assembleia do sindicato patronal (Semesp) no dia 02/04 e comunicada à Federação dos Professores (Fepesp).

Os sindicatos e a Fepesp sempre defenderam a manutenção da cláusula até o término das negociações. Ainda assim, a extensão por mais um mês dá maior fôlego aos professores e trabalhadores não docentes e aos seus sindicatos.

Negociações envolvem cinco cláusulas

A campanha salarial no ensino superior está limitada a cinco cláusulas: reajuste; plano de saúde; bolsas de estudo em cursos que tem a oferta de vagas reguladas: medicina, odontologia, psicologia e direito; indenização adicional na demissão de professor com 50 anos ou mais e creche. As demais cláusulas da Convenção Coletiva estão garantidas até o final de fevereiro/2019.

As negociações começaram em janeiro e têm avançado, ainda que lentamente. O principal problema é o plano de saúde. Inicialmente, o sindicato patronal queria a exclusão da cláusula, ficando a cargo de cada mantenedora conceder ou não. Agora, o Semesp quer discutir mudanças na cláusula, como coparticipação em consultas e exames e direito de permanência temporária em caso de demissão ou aposentadoria.

Negociações

No dia 05/04, em nova rodada de negociação o plano de saúde voltou a ser discutido. Os representantes patronais voltaram a falar da coparticipação, sistema no qual o professor pagaria um valor por exames e consultas. Por outro lado, os sindicatos querem garantir que o professor continue com o direito de opção pela permanência temporária no plano de saúde em caso de demissão.

Também na reunião, os sindicatos que representam professores e trabalhadores não docentes insistiram no reajuste de salários. A reivindicação prevê reposição integral da inflação e aumento real.

A inflação acumulada de mar/2017 a fev/2018 é de 2,14%. O valor foi calculado pela média do INPC-Ibge, ICV-Dieeese e IPC-Fipe, critério adotado nas negociações salariais há muitos anos.

Quanto ao aumento real, a proposta dos professores prevê 3% como aumento global se a Convenção for assinada por dois anos. A forma de pagamento dependeria das negociações. Se a Convenção for assinada por apenas um ano, o aumento real reivindicado é de 2%.

todas as notícias
|07.12.18 - CNE desmonta disciplinas e aprova base curricular do ensino médio
|05.12.18 - Recesso é um direito conquistado na Convenção Coletiva
|04.12.18 - Veja como foi a rodada de negociação com o Sesi/Senai no dia 04/12
|03.12.18 - Encontro no SinproSP discutiu Campanha Salarial e Escola Sem Partido
|30.11.18 - Nova tabela de mortalidade altera fator previdenciário e achata aposentadoria

Ranking de salários
Logo Twitter Logo SoundCloud Logo YouTube Logo Facebook
Plano de saúde para professores
Cadastre-se e fique por dentro de tudo o que acontece no SINPRO-SP.
 
Sindicato dos Professores de São Paulo
Rua Borges Lagoa, 208, Vila Clementino, São Paulo, SP – CEP 04038-000
Tel.: (11) 5080-5988 - Fax: (11) 5080-5985
Websindical - Sistema de recolhimentos
Baixe o APP na Google Play Baixe o APP na Apple Store