22/03/2018 22h36

Mobilizados, professores fazem ato no Largo da Batata


Os professores da rede particular de São Paulo realizaram, no final da tarde do dia 23, um ato público em defesa da Convenção Coletiva de Trabalho. A concentração foi no Largo da Batata e contou com a participação de 3 convidados: o advogado trabalhista, Francesco Scotoni da Silva, o professor da rede privada, Danilo Nakamura, e o Deputado Estadual Carlos Giannazi.

A atividade, organizada pelo SinproSP junto à categoria, é parte da agenda de mobilização da Campanha Salarial 2018, aprovada pela assembleia de professores do último dia 17. O ato, conduzido pelo diretor do Sindicato, Prof. Walter Alves, foi dividido em 2 momentos: a fala dos convidados, seguido por relatos de mobilização dos professores presentes.

O deputado estadual, Carlos Giannazi destacou a importância do ato organizado pelo Sindicato, pois explica para a sociedade sobre as ameaças que os professores estão sofrendo. O parlamentar também parabenizou a categoria pela coragem de se mobilizar e enfrentar os patrões. Giannazi também se colocou a disposição, bem como a Assembleia Legislativa de São Paulo, para ajudar na Campanha Salarial.

Em seguida, o advogado trabalhista e membro do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital da USP, Francesco Scotoni da Silva, explicou os impactos que a reforma trabalhista tem nas negociações coletivas. Ele criticou as tentativas dos patrões de criarem prerrogativas nas convenções coletivas para tentar reduzir ou retirar direitos constitucionalmente garantidos.

Scotoni também falou sobre como o fim da ultratividade (dispositivo que garantia a manutenção de todas as cláusulas de uma Convenção Coletiva até o encerramento das negociações salariais, ainda que a vigência do documento já tivesse terminado) afeta nas negociações salariais. Segundo o advogado, antes os patrões quem corriam contra o tempo para encerrar as rodadas de negociações, hoje são os trabalhadores que o fazem para não correr o risco de ficar sem nenhum direito.

Professores de diversas escolas também fizeram relatos sobre como está a mobilização em seus locais de trabalho. O ponto em comum em todas as falas, a consciência de que é preciso se organizar para enfrentar o desmonte de direitos que os patrões querem instaurar na Convenção Coletiva de Trabalho.

Próximos passos

Um ato está marcado para sábado, dia 24, no SinproSP a partir das 9h. Na ocasião será feira um balanço das mobilizações e discussão dos possíveis rumos da Campanha Salarial 2018.

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